E ao fim de quase um ano, ou 300 e tal dias, é hora de voltar. Sabemos que faltam poucas horas para o nosso voo de Nairobi com destino a Londres onde fazemos escala para Lisboa. Assim que subimos os degraus da escada móvel e ouvimos as hospedeiras da TAP cumprimentarem-nos com “Bom dia” sabemos que a viagem terminou.
Recosto-me no assento e permito-me finalmente deixar o cansaço apoderar-se de mim – agora estou rumo a casa, posso baixar a guarda e tirar o dinheiro do cinto invisível, posso guardar os cadeados e nem preciso de me preocupar em inspeccionar se os lençois estão limpos na cama onde vou dormir hoje à noite. Posso deitar-me finalmente e sentir o conforto de uma almofada a sério, onde posso enterrar a cara e chorar… por ter perdido tudo aquilo.
Mas “vem-nos à memória uma frase batida, hoje é o primeiro dia do resto da tua vida…”
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Receita de ugali (pap, nsima) – a base da comida africana
No Malawi e em Moçambique chamam-lhe nshima ou nsima, no Zimbabwe é sadza, na África do Sul chamam-lhe pap e em Itália polenta – mas tem sempre o mesmo sabor. O ugali é utilizado geralmente como acompanhamento de guisados de vegetais ou de carne e come-se tradicionalmente com as mãos, fazendo com os dedos uma bola que é molhada no molho do guisado.
- água quente (3/4 chávenas)
- farinha de milho branca fina (1/2 chávenas)
- sal
No Quénia entre os Masai
As últimas semanas têm sido muito intensas, ou não fosse este o continente mais “quente”. Depois de uma noite à volta da fogueira a ouvir as histórias do povo Masai, acordámos com pegadas de elefante perto do nosso acampamento e fomos aprender a saltar como os jovens guerreiros.
Os Masai são um povo semi-nómada que vive no Quénia e na Tanzânia e que, apesar da influência do mundo moderno, continua a manter e preservar a sua cultura e as suas tradições. Como se pode ver pelas fotos, os homens vestem-se tradicionalmente de vermelho (que acreditam servir para espantar os leões) e as mulheres usam grandes colares e pulseiras de missangas a enfeitar o pescoço, a cabeça e as pernas. Como às vezes as imagens valem mais que mil palavras, ficam alguns registos das pessoas fantásticas que temos estado a conhecer.



Jazz com sabor tropical – Rachel Guerzo

Durante a nossa estadia na Malásia descobrimos uma cantora de jazz que não podíamos deixar de partilhar – Rachel Guerzo. Ouvimos a música dela a tocar num bar e como gostámos muito perguntámos de quem era. Ficámos a saber que a Rachel foi a primeira cantora de jazz malaio a gravar um CD e como foi uma edição muito pequena ainda não está a ser comercializado na Europa. Mas num incrível golpe de coincidência no dia seguinte conhecemos a irmã dela e conseguimos comprar-lhe um CD. As músicas foram seleccionadas para agradarem a um público geral e foram deixadas de fora as faixas de jazz mais hard-core (tipo orquestra a cair pelas escadas a baixo, como um amigo uma vez tão bem descreveu). No CD “Just Friends” as músicas sucedem-se numa melodia lenta mas a voz forte e doce da Rachel seduz-nos como um travo de Bayleys quente e sedutor.
Aqui fica a dica e teremos muito gosto em partilhar (temos autorização da irmã dela).
Receita de Burfi/ Barfi
Uma das coisas mais fantásticas de descobrir em Zanzibar foi a gastronomia multicultural de influência árabe, africana e indiana, absolutamente deliciosa. Num dos restaurantes em que almoçámos provámos este doce e ficámos rendidos ao exotismo das especiarias misturadas num fudge cremoso de leite. Ainda não pudemos experimentar a cozinhar mas já tem um lugar assegurado no nosso livro de receitas.
Ingredientes
- 4 copos de leite em pó
- 1 lata de leite evaporado
- sementes de 4/5 cardamomos (ou cardamomo em pó)
- 2 copos de açúcar
- 1/2 copo de água
- 2 colh. óleo (ou ghee)
Deitar o leite evaporado em quantidade suficiente sobre o leite em pó e misturar até ficar uma pasta dura. Enrolar a pasta numa bola e manter no frigorífico 15-20 minutos. Retirar do frigorífico e triturar com um ralador para dentro de uma tigela. Aquecer o óleo num tacho e juntar as sementes de cardamomo, o leite ralado, o açúcar e a água. Cozer em fogo lento, mexendo sempre, até a água secar e a mistura começar a ficar uniforme e a despegar-se dos lados do tacho. Deitar num tabuleiro e polvilhar com pistachos ou amêndoas laminadas (facultativo). Quando arreferecer cortar em quadradinhos.


